6 de junho de 2010

20/20

Eu nunca teria tido tanta pressa, nunca queria ter controlado tanto, nem usado óculos medrosos ou segurado tão firme. Eu teria mantido as divisórias demarcadas e mantido também meus amorosos “não’s” e meus gentis “sim’s”. Teria ariscado abandono e mantido minha palavra e, por conseqüência, me mantido conectado.

Teria ido devagar, acelerado fora de ritmo, teria demonstrado cautela enquanto molhava meus pés, teria dado passos de bebê na intimidade. Teria aprendido mais.

Essa fonte de arrependimento, esse olhar minucioso em retrospecto, me tortura pensar como tudo seria se eu soubesse o que sei hoje. Essa montanha de remorso apareceria na minha agora se eu soubesse então o que sei hoje?